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Estabelecer senso de propósito é parecido com escolher um prato em um restaurante.

Antônio almoça todos os dias no mesmo lugar: Um restaurante italiano perto do seu trabalho. Ele está enjoado das massas que lá são servidas e sente que os pratos servidos ali não o satisfazem mais.

Antônio não gosta de nenhuma das opções do cardápio, mas insiste em ir sempre ao mesmo restaurante e fica insatisfeito com seu almoço todos os dias.

Todos os dias ele volta para o mesmo restaurante e fica por vários minutos lendo o cardápio de cima a baixo, procurando algo que o satisfaça, algo que provoque nele a vontade de comer. Depois de vários minutos, se resigna, pede o de sempre e conclui: “Enquanto não acho algo novo no cardápio, continuo comendo o de sempre“.

Neste pequeno relato, os pratos do cardápio são os objetivos de vida e o cardápio todas as opções que você considera válidas para viver a vida.

Dificuldade de encontrar propósito

Às vezes, a dificuldade de encontrar seu propósito não vem da dificuldade de escolher, mas da estreita gama de escolhas que nos permitimos fazer.

Vou dar mais um exemplo: Clara trabalha como gerente em uma empresa de logística. Ela alcançou este cargo depois de 10 anos de trabalho duro. Todo domingo à noite, ela se sente angustiada e sabe que não é nenhum problema com o seu chefe ou seus colegas de trabalho. É com as próprias atividades de seu trabalho, ela não vê muito sentido no que faz e nem tem interesse em se aprofundar mais. Então, ela considera as oportunidades que tem:

Na cidade em que ela mora há poucas opções de empresas realmente boas na área de logística. Trocar de ramo de negócio significaria ter que estudar tudo de novo ou aceitar um cargo menor do que o que ela tem hoje. Trabalhar em uma empresa menor não está nos seus planos pois ela acredita que isso faria ela perder benefícios e o status conquistados. Nenhuma outra atividade que ela poderia exercer traria (na visão dela) a mesma remuneração que ela tem hoje.

Finalmente, ela conclui que está sem opções e continua em um conflito interno em que o seu racional lhe diz que faz sentido e o seu senso de propósito, sua bússola interna tem certeza de que não faz.

Validar novas formas de viver a vida

O que clara precisa fazer para sair desta situação? Ela precisa validar novas formas de viver a vida, ou seja:

Ter flexibilidade para aceitar condições de viver diferentes das que consideramos “normais” ou ideais.

Todo mundo tem um conjunto de crenças que definem o que é e o que não é válido como forma de viver. Ainda no mundo profissional, algumas pessoas:
– Acham que a estabilidade de um emprego é a melhor forma de viver
– Acham que precisam da liberdade de trabalhar como freelancers, escolhendo projetos e tendo flexibilidade de atuação
– Acham que construir um negócio é a única opção para progredir financeiramente
– Acham que qualquer coisa que tenham conseguido está bom, por que está difícil conseguir qualquer outra coisa.

Nenhuma dessas crenças está errada. Quer dizer:

Não estão erradas desde que não tragam sofrimento para quem as possui.

Agora, se há a sensação que se está sem opções, preso, ou de que há muito a perder se qualquer mudança for feita, então repensar o que é aceitável é necessário. Não para provocar uma atitude irresponsável de ruptura, mas sim para que mais opções se tornem válidas.

Quanto mais opções válidas uma pessoa se permite ter, maior é a chance de buscar e encontrar o seu propósito.

Ou seja, se nada do cardápio te apetece, troque de restaurante!

Uma boa semana com muito propósito para você!

Aliás, se quiser ler mais sobre senso de propósito, leia aqui e aqui.